domingo, 23 de junho de 2013

RESTAURAÇÃO DE RETRATO DO MARECHAL DE EXÉRCITO MANOEL ANTONIO DA FONSECA COSTA 
(MARQUÊS DA GÁVEA)

ÓLEO SOBRE TELA

DATA: 1870

AUTOR: JOAQUIM DA ROCHA FRAGOSO

DIMENSÕES: 265 CM X 175,5 CM



Estado

O verniz da tela estava oxidado, causando um amarelecimento. Houve uma tentativa de remoção do verniz, porém algumas áreas ainda apresentavam resquícios do material. A tela continha várias mossas, ou seja, protuberâncias, ficando com a superfície muito irregular. Algumas áreas também estavam craqueladas. A obra já foi reentelada anteriormente com cera, o que causou o endurecimento da superfície da tela. Observamos que a tela estava com marcas, tanto no sentido horizontal como vertical, causadas pelos chassis inadequados. Existiam também áreas onde havia perda da camada pictórica, com grandes áreas de repintura com tinta a óleo e retoques por toda a extensão da obra. Também apresentava muitos rasgos de grandes dimensões e vários enxertos. A moldura de madeira maciça (sucupira boleada a máquina) se encontrava revestida de verniz quase preto, muito deteriorado, com lascados, amassados e outros danos menores.

Tratamento

a. Tela

- Higienização mecânica, frente e verso;
- Limpeza química para remoção do verniz oxidado;
- Remoção do antigo reentelamento;
- Remoção da cera aglutinante;
- Sutura dos rasgos;
- Feitura de novos enxertos;
- Novo reentelamento utilizando Remay, tecido e adesivo;
- Confecção de novo chassis em cedro com cruzamento de traves afastado da tela, sem possibilidade de marcá-la;
- Recolocação da tela no novo chassis com material inoxidável;
- Remoção de retoques, emassamentos e pátinas com limpeza de toda a superfície;
- Refixação da pintura original com reentelamennto, emassamento das partes faltantes e renivelamento da tela o melhor possível;
- Aplicação de verniz de preparação para ser executada a reintegração cromática da pintura.
- Reintegração cromática;
- Aplicação de verniz.

b. Moldura de madeira

- Retirada do verniz, com lixamento e restauração dos danos;
- Reenvernizamento 
- Colocação da tela na moldura por meio de escápulas giratórias, dos pítons em ferro e neles de cabo de aço dotado com dois estranguladores em cada extremidade (reguláveis).











































  

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sexta-feira, 1 de março de 2013



      Restauração de retrato de Max Fleuiss de autoria de Carlos Chambelland 

                                                IHGB - Rio de Janeiro



A obra estava com fungos na frente e no verso, devido a reentelamento à cera. Havia também algumas mossas e danos com perda da camada pictórica. 






A tela passou por uma limpeza mecânica e química. Foi planificada. O reentelamento antigo foi retirado e feito um novo reentelamento com adesivo Beva 371. Por fim as áreas de danos foram emassadas e foi feita a reintegração pictórica. No final aplicação de verniz. 









terça-feira, 25 de outubro de 2011

Restauração tela Santa Verônica Giuliani

A pintura estava muito escurecida devido à oxidação do verniz e aplicação de cera por cima que com o tempo ficou muito escura com o acúmulo de sujeira. Já havia sofrido intervenção anterior: reentelamento à cola (mantido) e várias áreas de emassamento com retoques.


Durante a remoção da cera e do verniz foram encontradas várias áreas que já haviam sido restauradas, quando removi o verniz os retoques também saíram, sendo necessário fazer novos retoques (reintegrações pictóricas).





Retoque feito na restauração anterior. Nesse caso foi necessário um nivelamento com massa  antes da reintegração pictórica.


Arranhão no sentido diagonal com perda da camada pictórica






Nas fotos a seguir a obra já restaurada







quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Retrato de Nilo Peçanha


Retrato em acrílico sobre tela de minha autoria
para a Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. 
Técnica: acrílico s/ tela.










terça-feira, 16 de novembro de 2010

Restauração quadro Chabas

Título: desconhecido (ninfa)
Autor: Paul-Émile Chabas, assina Paul-Chabas;
Técnica: óleo sobre madeira;
Dimensões: 46 cm x 38 cm;
Data: sem data

Condições da obra

Pintura amarelada e escurecida devido a oxidação do verniz.
Pequenas áreas de perda da camada pictórica.

 Tratamento realizado

- Higienização;

- Limpeza utilizando solventes apropriados para retirada estritamente do verniz alterado, preservando e respeitando a originalidade da obra;

- Emassamento e nivelamento das pequenas áreas de perda da camada pictórica;

- Retoques das áreas emassadas com resina Paralóide B72 e pigmentos

- Aplicação de verniz acrílico, reversível e que não sofre amarelecimento.

Biografia do artista

Paul-Émile Chabas (Nantes, 7 de março de 1869 - Paris, 10 de maio de 1937) foi um pintor e ilustrador francês, considerado um dos últimos grandes acadêmicos do chamado fin de siècle.
Chabas estudou na Academia Julian de Paris e recebeu treinamento artístico de William-Adolphe Bouguereau e Tony Robert-Fleury, realizando frequentes viagens à Noruega, Argélia e Grécia nos anos seguintes.
Expôs pela primeira vez no Salon da Societé des Artistes Français em 1890. Foi agraciado com a medalha de ouro na Exposição Universal de 1900 e com a medalha de honra no Salon de 1912.[1]
Na década de 1890, ilustrou livros de autores como Paul Bourget e Alfred de Musset. Em 1921, tornou-se membro da Academia de Belas-Artes da França e, em 1928, foi condecorado com a Ordem Nacional da Legião de Honra. Foi presidente da Societé des Artistes Français entre 1925 e 1935. Chabas foi um dos últimos grandes nomes do academicismo francês. Suas obras eram bastante procuradas por colecionadores do começo do século XX, incluindo-se os brasileiros.
Executou pinturas com temas histórico-alegóricos, retratos e, sobretudo, nus. Sua produção é repleta de representações de jovens nuas em cenários naturais, imbuídas de caráter sutilmente erótico. Matinée de Septembre, uma de suas obras mais conhecidas (Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, 1910-1912) tornou-se um succès de scandale nos Estados Unidos em 1913, quando Anthony Comstock, chefe da Sociedade Nova-iorquina para a Supressão do Vício, protestou contra a suposta imoralidade da pintura, que se encontrava em Chicago por ocasião de uma exposição temporária, garantindo-lhe, assim, ampla publicidade.





Antes


 Depois


Antes 


Depois


Antes 



 Depois


Podemos observar uma sutil diferença na obra após a limpeza com retirada do verniz oxidado. 
A pintura ficou mais luminosa e mais nítida

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Restauração de retrato de Paulo Moreira pintado por Gilda Moreira.


O verniz do quadro estava muito amarelado.


A pintura tinha pequenas perdas da camada pictórica devido a craquelamento.
Para consolidar a camada pictórica foi aplicado um adesivo apropriado no verso e na frente da pintura. 
Esse adesivo penetra na tela e adere na camada pictórica evitando novas perdas.










Foi feita a remoção química do verniz oxidado.



 Podemos ver a diferença entre a área limpa e a área com o verniz.


Após a limpeza a pintura tornou-se mais luminosa e as cores mais definidas.




Vemos no detalhe uma perda de camada pictórica.


Essa pequena área é emassada.


E posteriormente é feito o retoque.







Quadro restaurado.